Meramente nostálgico e egoísta.

Image

Sabe aquela famosa frase: “tenho saudades de como tal coisa era antigamente”? Nos dias de hoje, quem diz esta frase em boards de discussão geralmente é criticado e classificado como alguém que não aceita mudanças. Mas parando pra pensar, se eu acho tal coisa perfeita como está, por que eu iria querer que ela mude?

Pior é quando rebatem com “mudanças fazem parte da vida”, o problema é que isso simplesmente não me desce. Ouvir as guitarras animadas dançantes e rápidas dos dois primeiros álbuns do Arctic Monkeys, por exemplo, é uma das coisas que me deixa mais feliz em minha humilde existência. Não digo que não gostei de nada do Humbug em diante, muito pelo contrário, Arctic Monkeys ainda é e provavelmente sempre será minha banda favorita. Mas no fundo sei que sempre vou sentir falta das I Bet You Look Good On The Dancefloor e A Certain Romance da vida.

Outras bandas que eu poderia citar que me deixaram desgostoso com essa mexida no estilo musical são Paramore (sim, eu gostei do novo álbum, mas não foi nem 10% do que eu gostei do Riot!, digamos) e Forfun (a aproximação ao reggae a partir do segundo álbum me decepcionou infinitamente).

Agora outra coisa: o súbito aumento da popularidade. Eu sei que isso é extremamente egoísta da minha parte, mas eu gostava do desconhecimento das pessoas quanto a algumas das minhas bandas favoritas. Era engraçado quando perguntavam quais bandas eu escutava e a cara de “quem diabos são esses?” das pessoas quando eu respondia com Arctic Monkeys, Kooks, Hives, Fratellis ou Franz Ferdinand.

Esse crescimento do indie que aconteceu dos últimos 5 anos pra cá simplesmente faz com que muita gente venha a conhecer essas bandas, e aquele sentimento de exclusividade, de ter a banda só pra mim, agora é compartilhado com uma penca de fãs que acham que a Miley Cyrus fazer um cover de Why’d You Only Call Me When You’re High é uma coisa apreciável. Não digo que não gosto da Miley Cyrus, só que cada macaco no seu galho, se é que me entendem.

Enfim, pelo menos as músicas antigas sempre estarão lá para que eu conforte minha nostalgia. Desde que mantenham um mínimo do que traziam no começo, continuarão sendo, muito provavelmente, minhas bandas favoritas para toda a eternidade (exceto Strokes, que se fizer mais uma One Way Trigger, não vai ter solução, né?).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s